quinta-feira, 27 de julho de 2017

DRAMA EM UBATUBA..............



Depois de sofrer fratura no ombro, Eduardo Motta torce da areia pela vaga para o Mundial Júnior da ISA.


Por Fábio Maradei em 26/07/17

Depois de sofrer fratura no ombro, Eduardo Motta torce da areia pela vaga para o Mundial Júnior da ISA. Foto: Valclei Lemos.
Com ondas de meio metro, o CBSurf Tour Hang Loose Japan Trials começou nesta quarta-feira (26) na Praia Grande, em Ubatuba, mas uma das maiores atenções está fora do mar. 




Líder da sub18 e vice-líder da sub16, o paulista de Guarujá, Eduardo Motta, sofreu uma fratura no ombro há uma semana e foi obrigado a ficar de fora da etapa paulista.

Mesmo assim, está no evento, pegou sua lycra e marcou pontos que podem ajudar a assegurar sua vaga para o Mundial Júnior da International Surfing Association (ISA), em setembro, no Japão.

A competição, que termina nesta quinta-feira, define a seleção brasileira sub18 para a mais importante competição de base da temporada e que já servirá como um “aquecimento” da estreia do surf na olimpíada. Por esse motivo, os novos valores do surf brasileiro prometem disputas acirradas.

Mottinha ficará da areia na torcida para se manter entre os quatro em uma das duas categorias. Na júnior, quatro atletas podem ultrapassá-lo, dependendo de seus resultados. Já na mirim, a situação é mais ampla, mas logo de cada, três rivais diretos, que estavam logo atrás no ranking – o catarinense Wallace Vasco, o potiguar Lucas Silva e o cearense Lucas Bezerra, perderam na fase inicial.

O surfista de SC, mesmo derrotado, passou na pontuação, restando a Dudu Motta torcer pelas duas vagas restantes. Na sub18, Eduardo Motta marcou só 23 pontos, enquanto que na sub16 foram 80. Visivelmente triste com a situação, para o surfista só restou aguardar os resultados. “Mesmo não podendo entrar na água, vou ficar aqui acompanhando o campeonato até o final. Espero conseguir essa vaga, ficar entre os quatro”, disse.

“Foi muito ruim se machucar uma semana antes do campeonato. Se Deus quiser, consigo ir para o Japão”, complementou o atleta. Seus pais estão juntos e confiantes também. “Voltamos no médico. Ele fará uma ressonância, mas a recuperação está muito boa. Quebrou mesmo o ombro. O tempo que o médico deu para recuperação foi de um mês”, disse Tatiane.
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Hang Loose Japan Trials é atração em Ubatuba (SP). Foto: Renato Boulos.

Na disputa sub18, os fortes candidatos às vagas avançaram nesta quarta-feira – o cearense Mathias Ramos, o catarinense Lucas Vicente, o também paulista Daniel Adisaka e o pernambucano Deivison Santos, o vitorioso na etapa anterior e dono da melhor nota do dia, 8,10 pontos. Na sub16, o líder do ranking, com 100% de aproveitamento, Daniel Templar, de Saquarema, também passou para a segunda fase.

Daniel Adisaka, também na disputa pela vaga nessa faixa etária se classificou novamente, assim como o potiguar Mateus Sena e o paulista Kauê Germano. Já na sub14 (sem valer vaga para o Mundial), prevaleceu o conhecimento do pico, com o talento local Diego Aguiar tendo a melhor performance.
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Simone Medina e Charles Saldanha marcam presença na Praia Grande. Foto: Renato Boulos.

Entre as meninas, a catarinense Tainá Hinckel confirmou o favoritismo, com a melhor performance, tanto na sub18 quanto na sub16. Carol Bonelli, que é do Rio de Janeiro mas mora em Maresias, Julia Duarte, do RJ, e a paulista Rafaella Teixeira também garantiram vagas nas semifinais das duas faixas etárias.

A competição termina nesta quinta-feira, a partir 8 horas, com o sub18 masculino. As semifinais serão realizadas das 12 às 14h30, quando têm início as baterias decisivas. A cerimônia de premiação e anúncio do time que representará o Brasil será 16h15. As disputas são transmitidas ao vivo pelo site da Federação Paulista de Surf.


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