segunda-feira, 8 de maio de 2017

Título, power surf e sintonia com mar pesado são trunfos de Wiggolly no Rio Pro


Mar pesado, manobras explosivas até a crista e uma aula de power surf foram o cenário da conquista de Wiggolly Dantas no QS Prime de Saquarema em 2014. Em meio à tempestade e às condições desafiadoras, o paulista de Ubatuba parecia um raio. A vitória sobre o havaiano Keanu Asing pela divisão de acesso foi crucial para a vaga na elite de 2015, após sete anos batendo na trave. A lembrança segue cristalina na memória do local de Itamambuca. 

Batendo tendo na trave. A lembrança segue cristalina na memória do local de Itamambuca. Três anos depois, o especialista em tubos volta ao pico que o consagrou, desta vez, competindo entre os 34 melhores do mundo.




 O Rio Pro, etapa brasileira do Circuito Mundial, deixou o Postinho, na Barra da Tijuca, e voltará às ondas poderosas de Saquarema, o "Maracanã do Surfe". A última vez que a elite pintou por ali foi em 2002, quando Taj Burrow derrotou Mick Fanning na final, passando por Andy Irons nas quartas. O palco principal está montado na praia da Itaúna, e a Barrinha é o pico alternativo.
As previsões são boas para a terça-feira, e o campeonato deverá ser aberto no primeiro dia da janela, que se encerra no próximo dia 20. O SporTV.com transmite a quarta de 11 etapas do CT ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha tudo em Tempo Real.- Quando eu penso em Saquarema, penso na minha classificação, pois foi onde eu me classifiquei para o CT. É um lugar muito especial, que eu tenho muito carinho e muitos amigos. Um lugar que eu gosto muito de surfar por ser uma onda pesada. Altas ondas e uma vibe muito boa. Gosto muito de Saquarema. O título do Prime em 2014 deu um levante na minha carreira. Me classifiquei e tudo mudou na minha vida, foi uma conquista muito importante. O meu nome ficou marcado na elite mundial. É algo que eu sempre vou lembrar e ter um carinho especial - contou Wiggolly.
"Big rider" espera ondas pesadas
Quando mais pesado estiver o mar, melhor para o paulista, que teve o seu surfe lapidado desde a infância em longas temporadas no North Shore de Oahu, no Havaí, a meca do esporte, assim como Austrália e Europa. O surfista passava tanto tempo fora que acabou sendo apelidado de "Gringolly", mas é mais conhecido como Guigui. A mudança do CT para Saquarema agradou o goofy footer. As críticas à qualidade da água e da onda no Postinho motivaram a WL a trocar o local da disputa.
- Na minha opinião, foi muito bom eles terem mudado o campeonato do Postinho para Itaúna. Eu gosto muito do Postinho também, mas Saquarema é uma onda especial na minha vida, onde eu me classifiquei então eu gosto mais de Saquarema do que do Postinho - disse Wiggolly.
Título como divisor de águas
O título do paulista em Itaúna deu fim ao reinado australiano (confira no vídeo abaixo momentos marcantes de Saquarema em 2014). Antes de Mitchel Coleborn (2013), Matt Wilkinson (2012) e Kai Otton (2011), o último brasileiro a vencer ali havia sido Willian Cardoso (2010). Wiggolly tem tudo para repetir o feito em um lugar especial para sua carreira. A onda forte e pesada de Saquarema se encaixa perfeitamente ao estilo de Guigui, um dos expoentes do power surf em sua geração.
Confira os melhores momentos do Prime de Saquarema em 2014, cujo campeão foi Wiggolly Dantas

- Quando você fala Saquarema, você já pensa em uma onda forte e pesada. Uma onda de linha, grande, então, é muito bom porque o meu surfe se encaixa neste tipo de onda. Eu vou sempre muito focado e muito tranquilo, porque eu sei que o meu surfe vai encaixar naquelas ondas. É só eu pegar as ondas certas e fazer boas manobras. Quando eu penso em Saquarema, eu já penso em altas ondas. A onda se encaixa com o meu surfe, é bem melhor para o meu surfe e bom para eu fazer um resultado ótimo em Saquarema. É uma onda forte, pesada, que eu gosto muito de surfar e tenho muitos amigo, então, é muito bom - analisou o local de Itamambuca.
Meta do ano é o top 5 ou o título mundial
Um dos surfistas mais atirados do Brazilian Storm, Wiggolly poderia seguir a carreira como big rider nos mares mais ameaçadores do mundo, no entanto, a versatilidade em diferentes condições o fazem do surfista de Ubatuba um competidor completo e com potencial para alçar voos mais altos. A meta neste ano é o top 5, no entanto, não medirá esforços para se garantir no topo do mundo se chegar na derradeira de 11 etapas do Tour, o Pipeline Masters, com chances de erguer o caneco.
- Minha meta neste ano é ser top 5. Ser campeão mundial ou top 5. O ano começou para mim em Bells (Bells Beach, terceira e última etapa da perna australiana, na qual ficou em nono lugar), então, estou bem focado para fazer bons resultados e disputar o título no final do ano no Hawaii - vislumbrou Guigui, atual 23º do ranking mundial.
Na estreia, o paulista terá pela frente na terceira bateria da primeira fase o australiano Owen Wright, ex-líder do ranking, e o potiguar Jadson André, campeão da etapa brasileira em 2010, em Imbituba (SC). Para Wiggolly, a briga será boa e é impossível prever um vencedor entre os top 34



s da 1ª fase em Saquarema (RJ):


1: Gabriel Medina (BRA), Frederico Morais (PRT), Ethan Ewing (AUS)
2: Adriano de Souza (BRA), Ezekiel Lau (HAV), Nat Young (EUA)
3: Owen Wright (AUS), Wiggolly Dantas (BRA), Jadson André (BRA)
4: Kolohe Andino (EUA), Jeremy Flores (FRA), Leonardo Fioravanti (ITA)
5: Jordy Smith (AFR), Josh Kerr (AUS), Jessé Mendes (BRA)
6: John John Florence (HAV), Jack Freestone (AUS), vencedor da triagem 
7: Filipe Toledo (BRA), Adrian Buchan (AUS), Ian Gouveia (BRA)
8: Matt Wilkinson (AUS), Connor O´Leary (AUS), Joan Duru (FRA)
9: Joel Parkinson (AUS), Mick Fanning (AUS), Bede Durbidge (AUS)
10: Kelly Slater (EUA), Conner Coffin (EUA), Kanoa Igarashi (EUA)
11: Michel Bourez (TAH), Caio Ibelli (BRA), Stu Kennedy (AUS)
12: Sebastian Zietz (HAV), Julian Wilson (AUS), Miguel Pupo (BRA)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comments system

Disqus Shortname