quinta-feira, 7 de abril de 2016

Único a bater nº 1, Wiggolly comemora evolução antes da estreia em Margaret

Segundo melhor brasileiro em Bells Beach, quando bateu Matt Wilkinson no round 4, mas depois perdeu para ele nas quartas, usa experiência como lição na elite



Depois de vencer Matt Wilkinson na 4ª fase em Bells, Wiggolly sofreu virada no último segundo e caiu diante do nº 1 nas quartas de final (Foto: WSL/Ed Sloane)

Depois de vencer Matt Wilkinson na 4ª fase em Bells, Wiggolly sofreu virada no último segundo e caiu diante do nº 1 nas quartas de final pela segunda etapa do Circuito Mundial de 2016 (Foto: WSL/Ed Sloane)


Wiggolly Dantas foi o único surfista a vencer nesta temporada o atual líder do ranking mundial, Matt Wilkinson, pela quarta fase em Bells Beach. O paulista de Ubatuba quase repetiu a dose no reencontro com o australiano pelas quartas de final da segunda etapa do Circuito Mundial de 2016. Ele liderou a bateria até o fim, mas viu Wilko pegar uma onda salvadora no estourar do cronômetro e sofreu uma amarga derrota, perdendo a chance de ir à semifinal pela primeira vez. A quinta colocação no evento fez Wiggolly subir três posições no ranking, pulando para o décimo lugar. Em sua segunda temporada na elite, o surfista de 26 anos usou a experiência como aprendizado para voar ainda mais alto em Margaret River, terceira etapa da perna australiana. A Liga Mundial de Surfe (WSL) realiza uma chamada nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília). 

- Seria a minha primeira semifinal no WCT, mas com certeza um quartas de final em Bells me ajuda muito para o final do ano. É um resultado que vai somar. Certeza! E estou bem focado esse ano. Estou com pranchas boas, bem tranquilo, com cabeça boa e surfando bem. Isso é o que importa. A cada etapa aprendo mais - disse Wiggolly Dantas, também conhecido como Guigui. 
As expectativas do surfista são as melhores para Margaret River, principalmente, se o mar estiver grande. Criado no mar pesado do North Shore da ilha de Oahu, no Havaí, a meca do surfe, onde frequenta desde a infância, Guigui confia em sua habilidade nos tubos e nas ondas grandes.
- É uma onda que sempre está grande, uma onda pesada, que gosto de surfar. Acho que vai sair um bom resultado daqui - afirmou o paulista, escalado para a 12ª e última bateria da primeira fase, diante dos australianos Josh Kerr e Jay Davies, substituto do lesionado Jadson André. 

Assim como Margaret, Guigui elegeu algumas das ondas que ele pode e espera boas atuações. Pipeline não poderia faltar. A emblemática onda havaiana, aliás, é um capitulo a parte nessa trajetória, tanto por sua vivência, quanto pela estreia no CT do ano passado. 
Wiggolly Dantas em ação em Pipeline, onde é considerado um showman (Foto:  MITSUTERU KAMIO)Wiggolly Dantas em ação em Pipeline, onde é considerado um showman (Foto: MITSUTERU KAMIO)




















- Acredito que posso fazer bons resultados em J-Bay, Fiji, Teahupoo, Pipe - contou o atleta, relembrando o que esperava do Pipeline Masters, na praia onde é considerado um showman:

- Ano passado foi muito triste competir em um mar que não tinha nem tubo. Aquilo não era Pipeline na minha opinião. Minha bateria que perdi para o Bede Durbidge, a maior somatória foi 2.90. Esse ano espero mais. Gosto de treinar, testar pranchas e pegar tubos em Pipeline, na minha opinião a melhor onda do Mundo. Há mais de 15 anos que fico lá alguns meses do ano, treinando e aprimorando mais o meu surf. É muito importante para a carreira de uma atleta ficar no Havaí - acrescentou Wiggolly. 

Em busca da evolução ao longo da temporada, ele conta com uma equipe multidisciplinar, que tem seu irmão Wellington Carane como técnico, a mãe, Elaine Almeida, como administradora da carreira, sua irmã, Suelen Naraisa, como consultora, e a namorada Joana Machado, cuidando de suas mídias sociais.

- A expectativa para esse ano é boa. Estou treinando bastante o físico, fazendo pranchas com Mayhem, Strecrh, com Byrne, da Austrália. As pranchas estão muito boas. Tem o treino funcional, o físico com o Devid Prates. Treino com o meu irmão na praia, com filmagens, testando todas as pranchas. É uma equipe trabalhando, incluindo o meu médico, o Franz (Burini), e o Georges Issa, que cuida de tudo com viagens, patrocínios - explicou o surfista. 
Wiggolly Dantas foi top 15 em sua temporada de estreia pela elite, no ano passado (Foto: BOSKOPHOTO)Wiggolly foi top 15 em sua temporada de estreia pela elite, no ano passado (Foto: BOSKOPHOTO)
Ao mesmo tempo em que demonstra confiança no seu crescimento, Guigui analisa a sua experiência na temporada de estreia para corrigir os erros. 

- No ano passado, foi bom, mas ficou aquele gosto de faltou um pouquinho. Queria mais do que fiz. Alguns eventos foram difíceis. Como eu era "rookie" (estreante), ficava difícil saber a prancha certa, aprendi que tem de chegar um tempo antes no lugar, e continuo aprendendo e muito no Tour a cada bateria. Isso é muito importante - comentou Wiggolly. 

- Muitas pessoas estão falando que minhas manobras de backside estão muito boas. Tem vários surfistas bons de backside no Tour, mas estou me destacando, porque tenho uma batida muito forte, que sai bastante água. Isso deixa a autoestima muito elevada. Saber que todo mundo acha meu backside bem potente, é incrível - completou o paulista, que encerrou o ano de 2015 em 15º lugar do ranking mundial, somando três quartas de final (Gold Coast, Fiji e Trestles). 
CONFIRA AS BATERIAS DA 1ª FASE
1: Jeremy Flores (FRA), Taj Burrow (AUS), Alex Ribeiro (BRA)
2: Julian Wilson (AUS), Kai Otton (AUS), Adam Melling (AUS)
3: Matt Wilkinson (AUS), Stuart Kennedy (AUS), Dusty Payne (HAV)
4: Italo Ferreira (BRA), Kanoa Igarashi (EUA), Jack Robinson (AUS)
5: Gabriel Medina (BRA), Davey Cathels (AUS) e Leonardo Fioravanti (ITA)
6: Adriano de Souza (BRA), Keanu Asing (HAV) e Jacob Wilcox (AUS)
7: Jordy Smith (AFS), Michel Bourez (TAH), Alejo Muniz (BRA)
8: Nat Young (EUA), Caio Ibelli (BRA), Matt Banting (AUS)
9: Joel Parkinson (AUS), Conner Coffin (EUA), Ryan Callinan (AUS)
10: Kelly Slater (EUA), Kolohe Andino (EUA), Miguel Pupo (BRA)
11: John John Florence (HAV), Adrian Buchan (AUS), Sebastian Zietz (HAV)
12: Wiggolly Dantas (BRA), Josh Kerr (AUS), Jay Davies (AUS)

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