segunda-feira, 14 de março de 2016

Após 10, Filipinho diz: "Estou tremendo vendo essas ondas, estão perfeitas"

Filipe Toledo tirou um 10 perfeito - todos os juízes concordaram - com manobras e um belíssimo aéreo (Foto: WSL / Brett Skinner)

Filipinho transformou onda em rampa de decolagem para aéreo que lhe rendeu 10 perfeito (Foto: WSL / Brett Skinner)
Único brasileiro nas quartas de final na Gold Coast australiana, Filipe Toledo apostou em manobras clássicas e usou os aéreos apenas quando necessário para liquidar os seus rivais na primeira etapa do Circuito Mundial de 2016. Defensor do título nas direitas de Snapper Rocks, Filipinho não foi ameaçado em um momento sequer. Após estrear com vitória sobre Jadson André e Stuart Kennedy, algoz de Kelly Slater e Gabriel Medina, o paulista de Ubatuba passou pelo estreante Ryan Callinan na terceira fase com um impecável e maduro surfe de borda, sem usar a sua principal arma nenhuma vez. Na rodada seguinte, ele mesclou o estilo clássico ao moderno e conseguiu o primeiro 10 perfeito da temporada (nota 10 de todos os juízes), com um belo aéreo. Se deu ao luxo de descartar um 9.17 e derrotou Joel Parkinson e Conner Coffin na quarta fase com mais uma atuação de gala, aplaudida pela torcida local (veja o vídeo acima). 


- Eu ainda estou tremendo aqui, vendo essas ondas, porque estão muito perfeitas. Eu estou super animado e mal posso esperar para voltar para a água novamente. Eu quero continuar surfando bem as baterias e tirando boas notas. As pranchas que eu trouxe para cá estão incríveis, então estou me sentindo superbem, confiante e procurando me divertir em cada bateria. Mal posso esperar para voltar ao mar - contou Filipinho.

Em meio à multidão que lotou as areias de Snapper Rocks, um cartaz dizia: "Se o Brasil tem a Tempestade Brasileira, a Austrália tem o Ciclone Australiano". Nada que incomodasse o surfista de 20 anos, que prefere fazer parte do temporal. Enquanto o Brazilian Storm tem 10 representantes na elite em 2016, os australianos são maioria, com 14. A rivalidade entre as duas potências mundiais promete ser uma das mais acirradas nesta temporada. 
- Eu acho que o ciclone vem e passa, faz um barulho, mas a tempestade quando vem, ela vem para acabar com tudo, então, acho que a Tempestade Brasileira está mais forte - disse o paulista, bem-humorado. 
Feliz por estar de volta a um lugar especial, onde conquistou a sua primeira vitória na elite, no ano passado, com direito a 10 na final contra Julian Wilson, Filipinho tem surfado de forma inteligente, usando bem a sua prioridade e abusando dos aéreos em ocasiões especiais. O atleta radicado em San Clemente, na Califórnia, espera defender a coroa na primeira etapa e manter uma boa regularidade até o fim do ano, em busca de seu primeiro título mundial. 
Filipe Toledo e a coleção de 20 pranchas que ele trouxe para a Gold Coast (Foto: Reprodução/Instagram)Filipe Toledo e a coleção de 20 pranchas para a etapa de Gold Coast (Foto: Reprodução/Instagram)
O paulista conta que se surpreendeu ao ver Joel Parkinson, campeão mundial em 2012 e local na Goldy, desperdiçar a onda que lhe rendeu a nota 10. Ao somar com o 9.20, Filipinho chegou a 19.20 pontos de 20.00 possíveis e avançou em grande estilo às quartas. 
- O Joel também viu que a onda era boa, ele viu que eu ia e acabou não indo. Foi engraçado, porque achei que ele fosse, mas Deus sabe o que faz. E eu aproveitei a chance para fazer o meu surfe. Eu tinha acabado de abrir a bateria com um 9.17, e isso me trouxe mais confiança para eu fazer a onda perfeita e ganhar nota 10 - afirmou o top 4 do ranking de 2015. 
Além de Toledo, o Brasil ainda têm dois representantes vivos na disputa: Adriano de Souza, o Mineirinho, e Caio Ibelli. Após caírem diante do australiano Matt Wilkinson na quarta fase, eles lutam pela sobrevivência na repescagem (quinta fase). O atual campeão mundial mede forças com o americano Connor Coffin, enquanto o estreante na elite enfrenta Parko. A próxima chamada será nesta segunda-feira, às 18h30 (de Brasília).  O GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real.
CONFIRA AS BATERIAS DA 3ª FASE EM GOLD COAST
1: Filipe Toledo (BRA) 16.60 x 5.00 Ryan Callinan (AUS)
2: Joel Parkinson (AUS) 14.83 x Jadson André (BRA) 13.66 
3: Italo Ferreira (BRA) 13.83 x Conner Coffin (EUA) 14.04 
4: Josh Kerr (AUS) 7.60 x Caio Ibelli (BRA) 11.83 
5: Taj Burrow (AUS) 12.07 x Matt Wilkinson (AUS) 12.40 
6: Adriano de Souza (BRA) 16.17 x Mikey Wright (AUS) 14.04 
7: Mick Fanning (AUS) 12.50 x Sebastian Zietz (HAV) 14.50 
8: Wiggolly Dantas (BRA) 13.70 x Adrian Buchan (AUS) 15.43 
9: Nat Young (EUA) 15.53 x Kolohe Andino (EUA) 16.80 
10: Jeremy Flores (FRA) 12,83 x 13,30 Kanoa Igarashi (EUA)
11: John John Florence (HAV) 15,90 x 11,84 Michel Bourez (TAH)
12: Gabriel Medina (BRA) 16,53 x 16,80 Stuart Kennedy (AUS)
BATERIAS DA 4ª FASE
1: Filipe Toledo (BRA) 19.20 x Joel Parkinson (AUS) 15.43 x Conner Coffin (EUA)
2: Matt Wilkinson (AUS) 14.10 x Adriano de Souza (BRA) 11.80 x Caio Ibelli (BRA) 10.50
3: Sebastian Zietz (HAV) x Adrian Buchan (AUS) x Kolohe Andino (EUA)
4: Kanoa Igarashi (EUA) x John John Florence (HAV) x Stuart Kennedy (AUS) 


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