quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Em Ubatuba ....515 quilômetros de força e resistência

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Milena Aurea / A Cidade
Marco Antonio Rossi está em processo final de treinamento (Foto: Milena Aurea / A Cidade)
“Já ganhei. Estar entre os 32 selecionados já é a maior vitória”. É com este pensamento que o ultramaratonista ribeirão-pretano Marco Antonio Rossi (AOO/São Francisco/RP Jeep/Recapex/Espaço Fit/RF Treinamento), apelidado de Coruja, irá encarar um dos maiores desafios de sua carreira de elite: completar 515 km divididos em 10 km de natação, 420 km de ciclismo e 84,4 km de corrida da terceira edição do “UB515 - Brasil Ultra Triathlon”, entre os dias 1 e 3 de abril, no litoral brasileiro - Ubatuba (SP), Paraty (RJ) e Rio de Janeiro (RJ).

 
E já considerar-se um vencedor tem uma explicação muito simples. Todos os 32 participantes convidados passaram por seleção curricular. Único representante da região em uma das provas mais difíceis e longas do planeta, Coruja provou, aos 45 anos, ter as condições e os resultados necessários para fazer parte do seleto grupo.
“Como eu já venho de provas longas e gosto de fazê-las, me candidatei e fui aceito. Existem algumas provas que dão pontuação para a gente se candidatar, como Ironman e ultramaratonas, por exemplo. Como tenho isso no currículo, me credenciou a fazer a prova”.
Ainda sem saber como será feita a premiação, o triatleta, cuja experiência inclui dois Ironmans, doi Ironmans 70.3 (meio Iron) e três ultramaratonas, não tem qualquer foco em dinheiro ou pódio. “Todo mundo recebe um certificado, um troféu, até pela complexidade da prova. Uma premiação simbólica. Na verdade, a intenção e a vontade é por paixão por provas mais longas. Faço pelo prazer mesmo”, revela.
Treinos pesados
A pouco mais de um mês da ultramaratona de triathlon, Coruja, embora experiente na área, confessou ter mudado bastante a rotina de treinos. E terá, neste final de semana, o último com a maior carga de dificuldade. “Farei uma simulação da prova, que terá três dias: na sexta-feira vou nadar e pedalar, no sábado apenas pedalar e no domingo faço o treino de corrida. Como falta um mês, preciso de um período de recuperação. Mas todos os dias terei uma rotina”, explica.
“Isso mexe em tudo. Em casa, na família, tem que ter apoio de todo mundo. Alimentação, suplementação, fisioterapia, muda tudo. É algo complexo”, completa.


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