quarta-feira, 15 de julho de 2015

SURFISTAS DA NOSSA REGIÃO DISPUTARÃO A QUARTA FASE DA ETAPA DA AFRICA DO SUL DO MUNDIAL DE SURFE................



Gabriel Medina antes da 2ª fase da etapa de Jeffreys Bay  (Foto: WSL )Gabriel Medina em J-Bay (Foto: WSL )
Após um início apagado no início da sexta etapa do Circuito Mundial , em Jeffreys Bay, na África do Sul, o "Brazilian Storm" ressurgiu em grande estilo nas famosas direitas do Cabo Oriental. Além das vitórias do líder Adriano de Souza, o Mineirinho, de Alejo Muniz e de Wiggolly Dantas, a terceira fase em J-Bay foi marcada pela redenção de Gabriel Medina, atual campeão mundial e 20º colocado do ranking. O jovem de 21 anos abusou dos aéreos e tirou três notas acima de 9.00 para se classificar para a quarta fase e atingiu o maior somatório até o momento: 19.07. Na briga pela vaga nas quartas de final, ele terá uma pedreira. Em seu caminho, estão Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial e maior vencedor da história em Jeffreys Bay, com quatro conquistas, além do australiano Mick Fanning, defensor do título, que busca igualar o recorde do americano. O inédito encontro entre os três surfistas reunirá 15 títulos mundiais e será um dos pontos altos da próxima fase, que poderá ser disputada nesta quinta-feira, a partir das 2h30 (de Brasília) dependendo das condições do mar. 


- Serão os três que estavam disputando o título mundial do ano passado, acho que vai ser uma bateria legal de assistir e de competir mais ainda - disse Medina. 
Kelly Slater em ação no round 3 da etapa de Jeffreys Bay pelo Mundial de Surfe 2015 (Foto: WSL / Cestari)Kelly Slater em ação no round 3 da etapa de Jeffreys Bay pelo Mundial de Surfe 2015 (Foto: WSL / Cestari)
Esta não será a primeira vez que o paulista de São Sebastião enfrenta dois campeões mundiais em uma única bateria. Em Gold Coast, no ano passado, ele venceu Fanning e C.J. Hobgood, campeão de 2001, na quarta fase. Em 2012, na quarta fase da etapa de Fiji, Gabriel viveu situação parecida: derrotou Fanning e Joel Parkinson, que terminaria aquele ano com o título mundial. 
A quarta fase não é eliminatória. Quem vencer, avança diretamente para as quartas de final, enquanto os perdedores lutam pela sobrevivência em mais uma repescagem (quinta fase). Como o próximo desafio não será mata-mata, Medina contou que irá surfar com mais tranquilidade. 
- O ano tem sido muito difícil para mim e foi bom ter passado da terceira fase aqui. A próxima rodada não é eliminatória, então dá para surfar mais relaxado porque tem outra chance de classificação. Dá para escolher melhor as ondas e eu só quero continuar surfando o melhor que posso nas baterias - destacou o atual campeão mundial.
Mick Fanning em ação em Jeffreys Bay, na sexta etapa do Mundial de Surfe (Foto: WSL / Cestari)Mick Fanning em ação em Jeffreys Bay, na sexta etapa do Mundial de Surfe (Foto: WSL / Cestari)
Com as eliminações dos australianos Taj Burrow e Owen Wright e do brasileiro Filipe Toledo na terceira fase, apenas dois surfistas da Austrália estão no caminho de Adriano de Souza na briga pela liderança do ranking mundial. Caso o defensor do título e tricampeão do evento, Mick Fanning seja campeão, Mineirinho precisa chegar à final para manter a lycra amarela. O australiano assume a ponta sendo vice se o brasileiro não chegar às quartas. Julian Wilson só vira líder caso seja campeão e Adriano não avance mais no campeonato.
Gabriel Medina em ação no round 3 da etapa de Jeffreys Bay pelo Mundial de Surfe 2015 (Foto: WSL / Cestari)Gabriel Medina deu show de aéreos e reencontrou o seu melhor surfe na 3ª fase em J-Bay (Foto: WSL / Cestari)
Na luta para se manter no topo, Mineirinho irá enfrentar na quarta fase o americano Nat Young e o compatriota Wiggolly Dantas, algoz de Joel Parkinson, campeão mundial em 2012 e um dos grandes favoritos em J-Bay, onde é bicampeão. Adriano, que um início de temporada fantástico na Austrália, com o título em Margaret River, o vice em Bells Beach e o terceiro lugar em Gold Coast, recuperou o seu bom surfe após dois 13º lugares. O paulista do Guarujá atribuiu a evolução àparceria com o novo treinador, o veterano Leandro Dora, ex-técnico de Ricardo dos Santos, morto por um policial militar na Guarda do Embaú, em Palhoça (SC), no mês de janeiro. 
Adriano de Souza, o Mineirinho, em ação na 3ª fase da etapa de Jeffreys Bay (J-Bay) Mundial de Surfe (Foto: WSL / Cestari)Adriano de Souza, o Mineirinho, em ação na 3ª fase da etapa de Jeffreys Bay (J-Bay) Mundial de Surfe (Foto: WSL / Cestari)
- A gente conversa bastante sobre o posicionamento. Da areia, ele consegue enxergar algumas coisas que eu não consigo. É um cara que confio bastante no que fala. E com essas duas conclusões, a gente acaba alterando no meu próprio surfe, que abre umas técnicas que eu preciso aprimorar. A gente está fazendo um bom trabalho - contou Mineirinho. 
Mais experiente do "Brazilian Storm", aos 28 anos,o surfista destacou ainda a importância da vitória sobre o "wildcard" Dane Reynolds, terceiro colocado em J-Bay, em 2009. O americano foi o seu algoz na etapa anterior, nas Ilhas Fiji, vencida pelo aussie Owen Wright.
- Estou muito feliz com essa vitória, foi importantíssima, principalmente, em J-Bay, que sempre foi especial para mim. Estou muito contente de avançar - acrescentou. 
Adriano de Souza, o Mineirinho, em ação na 2ª fase da etapa de Jeffreys Bay (J-Bay) Mundial de Surfe (Foto: WSL / Cestari)Adriano de Souza, o Mineirinho, disputa vaga nas quartas com Wiggolly Dantas e Nat Young (Foto: WSL / Cestari)
Australianos e brasileiros dominam as disputas na quarta fase, que ainda conta com um havaiano e um polinésio. Na última bateria, Alejo Muniz, que vem em uma excelente fase, encara o estreante na elite Keanu Asing, do Havaí, e o taitiano Michel Bourez, recuperado de uma lesão na mão. O catarinense foi o responsável pela eliminação de Filipe Toledo na terceira fase e vem embalado pelo título do Ballito Pro, na África do Sul, válida pelo QS 6.000. Ele entrou no evento como convidado, substituindo o francês Jeremy Flores, que sofreu uma lesão na cabeça em Lakey Peak, na Indonésia. A quarta fase não é eliminatória. Quem vencer avança às quartas de final, enquanto os perdedores lutam pela sobrevivência em mais uma repescagem (quinta fase). 
CONFIRA AS BATERIAS DA 3ª FASE
1: Owen Wright (AUS) 15,40 x 15,50 Adrian Buchan (AUS)
2: Italo Ferreira (BRA) 12,83 x 15,50 Kai Otton (AUS)
3: Julian Wilson (AUS) 17,94 x 8,40 Freddy Patacchia Jr. (HAV)
4: Nat Young (EUA) 16,87 x 8,03 Adam Melling (AUS)
5: Joel Parkinson (AUS) 12,40 x 15,30 Wiggolly Dantas (BRA)
6: Adriano de Souza (BRA) 13,17 x 11,90 Dane Reynolds (EUA)
7: Mick Fanning (AUS) 17,50 x 13,83 CJ Hobgood (EUA)
8: Gabriel Medina (BRA) 19,07 x 16,07 Matt Wilkinson (AUS)
9: Kelly Slater (EUA) 14.16 x 12.27 Kolohe Andino (EUA)
10: Josh Kerr (AUS) 12.33 x 14.83 Keanu Asing (HAV)
11: Bede Durbidge (AUS) 15.67 x 15.67 Michel Bourez (TAH)
12: Filipe Toledo (BRA) 17.23 x 17.83 Alejo Muniz (BRA)
CONFRONTOS DA 4ª FASE
1: Adrian Buchan (AUS) x Kai Otton (AUS) x Julian Wilson (AUS)
2: Nat Young (EUA) x Wiggolly Dantas (BRA) x Adriano de Souza (BRA)
3: Mick Fanning (AUS) x Gabriel Medina (BRA) x Kelly Slater (EUA)
4: Keanu Asing (HAV) x Michel Bourez (TAI) x Alejo Muniz (BRA)

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