quinta-feira, 9 de julho de 2015

Filipe Toledo aposta em surfe clássico para recuperar a liderança em J-Bay




Vice-líder do ranking mundial admite não ter grande experiência nas direitas do pico sul-africano, mas elege as etapas de Fiji, Taiti e Havaí como as mais difíceis no Tour.


Caçula do "Brazilian Storm" e da elite mundial, Filipe Toledo admite não ter ainda experiência suficiente nas famosas direitas de Jeffreys Bay, na África do Sul, mas garante estar à vontade. Em seu ano de estreia entre os 34 melhores do mundo, em 2013, o palco da sexta etapa do Circuito Mundial estava fora do calendário e só voltou em 2014, quando Filipinho foi eliminado de forma precoce por Alejo Muniz na segunda fase. O vice-líder do ranking mundial sabe que precisa mostrar versatilidade em diferentes tipos de ondas em busca do inédito título mundial. Único com duas vitórias na temporada, na Gold Coast australiana e no Rio de Janeiro, o jovem de 20 anos aposta em um estilo mais clássico para recuperar a liderança do Tour. Adriano de Souza defende a ponta, mas os australianos Owen Wright (3º), Mick Fanning (4º) e Taj Burrow (5º) podem assumir a posição, dependendo dos resultados no Cabo Oriental. 
Filipe Toledo posa na casa onde está hospedado em Jeffreys Bay, em frente à praia  (Foto: Divulgação)Filipe Toledo posa na casa onde está hospedado em Jeffreys Bay, em frente à praia (Foto: Divulgação)

As ondas pequenas e o vento forte fizeram a organização da Liga Mundial de Surfe (WSL) optar por decretar um "lay day" no primeiro dia de disputas. Uma nova chamada para avaliar as condições do mar será feita na madrugada desta quinta-feira, às 2h30 (de Brasília). 
- J-Bay é um lugar que gosto muito, me sinto bem à vontade. Proporciona fazer manobras grandes, arcos grandes, bonitos. Praticamente volta ao surf clássico. Fica uma coisa linda de ver. Claro, é uma onda que não tenho muita experiência, mas a expectativa é sempre a melhor. Vou dar o meu máximo, vou fazer o que puder para sair de J-Bay com a lycra amarela (cor usada pelo líder do ranking). O pensamento é na liderança sempre, manter a amarelinha comigo - acrescentou o surfista de Ubatuba, no litoral paulista, e que atualmente mora com a família em San Clemente, na Califórnia. 
Em busca da evolução nas ondas do continente africano, Toledo contou que vai se espelhar em nomes como Mick Fanning, defensor do título e dono três vitórias em J-Bay, Joel Parkinson, bicampeão do evento, e Mineirinho, que já venceu uma etapa válida pelo QS no local, em 2012.


Filipe Tioledo admitiu não ter tanta experiência em J-Bay, mas apostou em um surfe clássico para sair vitorioso (Foto: KIRSTIN/WSL )Filipe Tioledo admitiu não ter tanta experiência em J-Bay, mas apostou em um surfe clássico para sair vitorioso na África do Sul (Foto: KIRSTIN/WSL )
Depois de Fiji, etapa na qual terminou em 13º lugar, Filipinho aproveitou para intensificar os treinos físicos na Califórnia e ainda fez uma "surf trip" para o Panamá, ao lado de surfistas como o australiano Josh Kerr e o americano Damien Hobgood. Segundo ele, a viagem serviu para aliviar o estresse causado por uma torção no joelho sofrida em Angra, no litoral do Rio de Janeiro, e sentida em Fiji, mas já tratada. 
- Eu tinha dado uma torcida no joelho então fiz um treinamento físico, com fisioterapeuta. A viagem ao Panamá foi bem legal. Apesar de não ter uma onda parecida com a de J-Bay, serviu para aliviar o estresse, tirar o peso das costas e descontrair um pouco. Pegamos boas ondas e eu gravei para o meu filme, foi bem divertido - contou o recuperado Toledo. 
Unanimidade em ondas pequenas, Filipinho ainda precisa melhorar desempenho nas mais pesadas. Considerado uma das maiores revelações do surfe mundial, ele elegeu as etapas vistas como seus maiores desafios no circuito. Em seu terceiro ano na elite, o paulista diz que ainda tem um longo caminho pela frente e sente que ainda tem muito a evoluir. 
- O Tour tem etapas completamente diferentes umas das outras. As etapas da perna australiana são as que eu me sinto mais à vontade, mas acho que eu ainda tenho que melhorar em Fiji, Taiti e Havaí. Estas são as três mais difíceis e que vão exigir o meu máximo. Temos que estar preparados para tudo. Sou novo e tenho ainda muita experiência para pegar. Acho que a cada ano eu vou evoluindo mais e mais. 
CONFIRA AS BATERIAS DA 1ª FASE EM J-BAY
1. Taj Burrow (AUS), Michel Bourez (TAH), Brett Simpson (EUA)
2. Julian Wilson (AUS), Miguel Pupo (BRA), Alejo Muniz (BRA)
3. Owen Wright (AUS), Kai Otton (AUS), C.J. Hobgood (EUA)
4. Filipe Toledo (BRA), Adam Melling (AUS), Dane Reynolds (EUA)
5. Mick Fanning (AUS), Matt Banting (AUS), Tomas Hermes (BRA)
6. Adriano de Souza (BRA), Kolohe Andino (EUA), Slade Prestwich (AFS)
7. Josh Kerr (AUS), Sebastian Zietz (AFS), Dusty Payne (HAV)
8. Kelly Slater (EUA), Matt Wilkinson (AUS), Glenn Hall (IRL)
9. Nat Young (EUA), Wiggolly Dantas (BRA), Adrian Buchan (AUS)
10. Ítalo Ferreira (BRA)Jadson André (BRA), Fred Pattachia Jr. (HAV)
11. Bede Durbidge (AUS), Jordy Smith (AFS), Ricardo Christie (NZL)
12. Joel Parkinson (AUS), Gabriel Medina (BRA), Keanu Asing (HAV)

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