quarta-feira, 11 de março de 2015

"Brazilian Storm" atropela nas baterias da repescagem em Gold Coast

Após 10 dias de espera, Snapper vê show brasileiro. Mineirinho bate campeão; Filipe, Ítalo e Wiggolly derrubam australianos. Pupo vence Jadson no duelo verde e amarelo

Foram dez dias de poucas ondas e muita espera em Gold Coast, palco da abertura do Mundial de Surfe. Mas na noite desta terça-feira no Brasil, manhã de quarta-feira na Austrália, os surfistas, enfim, foram para a água para a disputa das repescagens. E se o atual campeão mundial Gabriel Medina já estava garantido no round 3 por ter vencido na estreia, a esquadra brasileira que entrou em ação nesta segunda fase mostrou que a "Brazilian Storm" têm muito mais que uma estrela somente.
Em um mar de ondas pequenas, o que se viu foi um show verde e amarelo na praia de Snapper Rocks. Primeiro, Adriano de Souza (Mineirinho) venceu o campeão de 2001, o americano C.J. Hobgood. Depois, Filipe Toledo- com direito a show de aéreos - e os estreantes no circuito Ítalo Ferreira e Wiggolly Dantas despacharam três surfistas da casa, Adam Melling, Adrian Buchan e Kai Otton, respectivamente. Só não foi possível passarem os seis brasucas porque no duelo que entre os amigos Miguel Pupo e Jadson André, o primeiro levou a melhor, enquanto o segundo foi eliminado.
Filipe Toledo na segunda fase da etapa de Gold Coast do Mundial de Surfe (Foto: Luciana Pinciara / Motion Photos)Filipe Toledo foi o grande destaque da segunda da fase da etapa de Gold Coast (Foto: Luciana Pinciara / Motion Photos)
 
 

Com o término da repescagem, foram definidos os confrontos da 3ª fase. Gabriel Medina enfrentará o irlandês Glenn Hall, na elite graças ao convite da organização a atletas lesionados; Mineirinho pega o havaiano Freddy Patacchia; Filipe Toledo, o americano Kolohe Andino; e Miguel Pupo, o australiano Josh Kerr. Os estreantes Ítalo e Wiggolly terão pela frente dois campeões mundiais: Kelly Slater e Joel Parkinson, respectivamente. As disputas serão realizadas a partir 18h00 (horário de Brasília) de quarta-feira.




filipe toledo abusa dos aéreos e detona australiano
Na sequência, foi a vez do paulista Filipe Toledo, caçula do circuito com 18 anos. Com direito a um show de aéreos, ele bateu o também australiano Adam Melling por 16,47 x 13,10 na bateria 10. O competidor da casa saiu na frente ao somar 12,84, com um 6,67 e um 6,17. Mas logo Filipinho mostrou seu repertório de aéreos, sua grande especialidade, anotando 7,00 e 8,27, chegando a um total de 16,07. O prodígio de Ubatuba ainda trocou sua pior nota por um 8,20 nos minutos finais, dificultando ainda mais a vida de Melling, que terminou com um total de 13,10.
- As condições do mar não estavam muito boas. Mas quando está assim, é bom para dar aéreo, bom para fazer manobras radicais, onde meu surfe encaixa. No começo da bateria eu estava meio eufórico demais, errei algumas ondas que não eram para ter errado, que podiam ser cruciais. Mas aí parei, pensei, respirei e fui mais para o fundo. E aí fiz as manobras com calma e deu tudo certo.
Filipe Toledo celebra vitória na segunda fase da etapa de Gold Coast do Mundial de Surfe (Foto: Luciana Pinciara / Motion Photos)Filipe Toledo celebra vitória na segunda fase da etapa de Gold Coast (Foto: Luciana Pinciara / Motion Photos)


no sufoco, wiggolly vira no fim contra surfista local
Outro estreante na elite, o paulista Wiggolly Dantas venceu o australiano Kai Otton por 14,16 x 13,93 na bateria mais apertada do dia. O surfista da casa saiu na frente com um 5,50 e um 8,43, somando os 13,93 logo de cara e colocando o brasileiro em combinação (com a necessidade de marcar duas notas para ter chance de virar). Dantas, porém, teve frieza para esperar as melhores ondas. Com um 7,83 no meio do confronto e um 6,33 perto do minuto final, o paulista de Ubatuba chegou a 14,16, virando o jogo sobre o surfista da casa. Precisando de 5,73, Otton ainda pegou uma última onda no zerar do cronômetro para dar mais contornos de emoção para o confronto. No fim, os juízes lhe deram 5,37, pouco menos do que precisava para ficar com a vitória. Para desespero de Otton, que saiu em disparada em direção à torre de pontuação e precisou ser contido pelos funcionários da WSL.
- Eu achei que ele tinha virado a bateria. Eu tinha pego uma onda menor e feito uma pontuação boa. Mas aí vi que a onda dele tinha potencial. Aí quando saí, um amigo brasileiro do lado de fora me disse que eu tinha passado, muito apertado, mas tinha passado. Foi no sufoco. O Otton pegou duas ondas boas, enquanto eu comecei esperando mais. Mas no fim, acabei pegando duas ondas boas e consegui passar.
Wiggolly Dantas na segunda fase da etapa de Gold Coast do Mundial de Surfe (Foto: Luciana Pinciara / Motion Photos)Wiggolly Dantas na segunda fase da etapa de Gold Coast do Mundial de Surfe (Foto: Luciana Pinciara / Motion Photos)
 
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